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| Sex. 30 . Jul. 2010 |
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O Farmacêutico é um profissional liberal. O profissional liberal é aquele que possui autonomia para realizar seu trabalho, pois o mesmo tem natureza intelectual, proveniente dos conhecimentos adquiridos através da formação universitária de nível superior. Neste sentido o profissional liberal se distingue dos demais trabalhadores que exercem sua atividade sob a subordinação de um empregador.
Sendo profissional liberal, cabe ao farmacêutico optar o modo pelo qual vai exercer sua atividade. Seja como proprietário de sua própria empresa, empregado com carteira assinada, prestador de serviços autônomo ou funcionário público. Essa é uma opção de carater estritamente individual.
A função das entidades classistas que representam os profissionais liberais (conselhos, sindicatos, associações e sociedades) é tentar viabilizar, em acordo com o arcabouço jurídico do país, formas para que o farmacêutico possa exercer sua atividade, conforme a opção individual.
Com base nas premissas que aponto anteriormente, acredito que é chegada hora das entidades de classe viabilizarem a atuação dos farmacêuticos como prestadores de serviços e vejo que a melhor alternativa para isso é através da criação de cooperativas. Mas porque?
Em primeiro lugar por que os farmacêuticos querem ter essa opção. Afirmo isso por que, enquanto digirente de entidade, tenho perguntado aos farmacêuticos por todo o pais e obtido como resposta o sim.
Em segundo lugar por que estamos lutando, coletivamente, pela inserção dos serviços farmacêuticos (como é o caso dos serviços de aferição de pressão arterial e glicemia que são sempre lembrados, mas sem esquecer da acupuntura entre outras áreas de atuação regulamentas pelo Conselho Federal de Farmácia), tanto no setor público quanto no setor privado, e pelo reconhecimento da importância do mesmo para a melhoria da saúde pública no país.
Vejo o sistema cooperativo como mais opção ao farmacêutico viabilizar sua atuação como prestador de seus serviços.